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Comprovantes de PIX, vídeos e dados de celulares comprovaram que jovem foi preso por engano em caso de grávida morta no PR: 'Espero um pedido de desculpa'

Jovem preso por engano é solto após provar álibi Comprovantes de PIX, vídeos e metadados de celulares ajudaram Igor Ryan Camargo Batista a provar que não e...

Comprovantes de PIX, vídeos e dados de celulares comprovaram que jovem foi preso por engano em caso de grávida morta no PR: 'Espero um pedido de desculpa'
Comprovantes de PIX, vídeos e dados de celulares comprovaram que jovem foi preso por engano em caso de grávida morta no PR: 'Espero um pedido de desculpa' (Foto: Reprodução)

Jovem preso por engano é solto após provar álibi Comprovantes de PIX, vídeos e metadados de celulares ajudaram Igor Ryan Camargo Batista a provar que não estava envolvido na morte de Susana Ferreira Correia, de 40 anos, grávida de quatro meses. Ele ficou quase três dias preso, mas teve a liberdade provisória concedida pela Justiça do Paraná, após a Polícia Civil (PC-PR) e o Ministério Público (MP-PR) reconhecerem falta de provas de participação dele no crime. "A minha consciência está tranquila hoje e quando eu estava lá dentro também, pois sabia que uma hora eu ia sair e todo mundo ia saber da verdade. Eu espero um pedido de desculpa pelo menos", disse Igor, em entrevista à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná. ✅ Siga o g1 Ponta Grossa e região no WhatsApp Susana foi baleada na cabeça na noite de domingo (1º), depois que a casa onde morava, no bairro Neves, foi invadida. Ela chegou a ser socorrida e foi internada em estado grave no Hospital Regional, mas morreu dois dias depois. A vítima tinha quatro filhos e estava grávida do quinto. O jovem de 19 anos foi preso na noite de domingo (1º), ainda nas primeiras horas após o crime, registrado em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. Igor Ryan Camargo Batista conseguiu provar que não estava envolvido na morte d euma gestante, em Ponta Grossa. Reprodução/RPC Segundo o advogado de Igor, Renato Tauille, a prisão ocorreu de "forma circunstancial", após a polícia chegar a um endereço ligado ao carro usado na fuga. O veículo havia sido vendido a uma terceira pessoa, mas ainda constava em nome do irmão do investigado pela morte da gestante. O advogado afirma que Igor estava no local por coincidência e não tinha relação com o crime. "Quando eles chegaram, eu achei que era uma abordagem normal, por ser de noite. Só que eles [policiais] chegaram acusando a gente e eu acabei não entendendo nada. Eu fui saber só quando cheguei na delegacia. [...] Eu estava na hora errada e no lugar errado", contou Igor. A Polícia Civil analisou as provas e reavaliou depoimentos. No pedido de concessão de liberdade, consta que a defesa de Igor conseguiu provar que ele estava a quase 11 quilômetros do local do crime, no horário da invasão: às 20h14, Igor estava na Avenida Vicente Machado, comemorando o título de um time de futebol; às 20h48 — horário em que o crime aconteceu — Igor fez um pagamento em uma lanchonete no bairro Oficinas; às 22h30, ele foi abordado pela Polícia, enquanto estava com a namorada dentro do carro dele, em frente a casa de outro suspeito de participar do crime. "O suposto crime teria ocorrido às 20:45 e, há indícios de que a esse horário o investigado Igor estaria em lanchonete, conforme informações repassadas por sua namorada, a qual apresentou documentos (imagens e vídeos) de seu celular, e pelo próprio investigado, que apresentou comprovante de pagamento via Pix", aponta a decisão do Juiz Luiz Carlos Fortes Bittencourt. O delegado responsável avaliou que, pelo tempo e pela distância, Igor não poderia estar no local do crime. O Ministério Público do Paraná concordou e se manifestou pela revogação da prisão preventiva. "Eu não desejo para ninguém. Claro que quem erra, tem que pagar, mas quando você não deve nada, é diferente. Agora é tentar ignorar, passar por cima, vou voltar a trabalhar e começar do zero", afirmou o jovem. O g1 procurou a Polícia Militar (PM-PR) para se manifestar sobre o caso, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem. Susana tinha quatro filhos e estava grávida do quinto quando foi baleada na cabeça durante uma invasão na casa dela, em Ponta Grossa. Reprodução/ Rede Sociais LEIA TAMBÉM: Francisco Beltrão: Motorista de aplicativo mata dois passageiros a tiros após corrida Crime: Empresários são condenados por desvio de R$ 2,5 milhões de tratamento de menina com câncer Mais de 1 tonelada: Caminhoneiro é abordado, se contradiz e PRF encontra de droga na carga Como o crime aconteceu Mulher grávida é baleada na cabeça durante invasão a casa em Ponta Grossa De acordo com o delegado da Polícia Civil Luís Gustavo Timossi, responsável pela investigação, o marido da vítima havia saído de casa quando dois homens invadiram o imóvel. Assista acima. Ao retornar, ele entrou em luta corporal com um dos suspeitos. Durante a confusão, o outro homem efetuou disparos, e um deles atingiu Susana. O marido sofreu ferimentos leves. Imagens de câmeras de segurança registraram a fuga dos suspeitos. Pouco depois, a polícia encontrou o carro usado no crime abandonado no mesmo bairro. Segundo o relatório da Polícia Militar, durante o patrulhamento, dois homens, de 19 e 22 anos, foram localizados. Um deles era Igor. De acordo com a polícia, o segundo suspeito resistiu à abordagem e acabou baleado. Com ele, foi apreendido um revólver municiado. O nome do segundo suspeito não foi divulgado. Suspeitos saindo do local após invadir casa e balear mulher Reprodução/RPC Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias da região no g1 Campos Gerais e Sul.

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